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Esse blog foi criado para publicar notícias baseadas nos boletins de ocorrência registrados nas noites de Cuiabá (MT). Tudo com uma pitada de humor. .:Por onde ando:.
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Blog mantido por Marcy Monteiro Neto
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28.7.04
Descontrolada Marido pede ajuda à polícia depois de apanhar e ser enxotado de casa pela esposa Já dizia o ditado popular que em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher. O problema é quando uma das partes, neste caso o marido, oferece a colher para intromissão alheia, pede auxílio para resolver o problema. Coisas que só acontecem na Delegacia Metropolitana. Benício Oliveira (43) é armador (não me perguntem o que isso significa). O coitado reclama que não tem mais sossego no bairro Jardim Fortaleza e que já não consegue mais "armar" dentro de casa. A mulher dele, Benedita da Silva, o acusa de ter uma amante. Ele nega. Dormindo com o inimigo Faz um ano que Benício reclama das humilhações que sofre. Benício diz que está dormindo com o inimigo, quer dizer, nem dormir em casa Benedita deixa mais. E ele afirma que já foi até agredido a facada pela esposa. Certa vez ele teve a roupa toda rasgada. Detalhe: a roupa estava no corpo dele. Xingamento é fichinha perto do que acontece naquela casa do Jardim Fortaleza. Para completar a renda mensal, Benício comprou um carrinho de pipoca. A mulher, que desconfia de tudo, disse que vai arrebentar o carrinho, porque é roubado. Inconformado Até comida ele diz que ela não o oferece mais. A esposa manda a vítima ir comer na casa da mãe ou da amante. Pra piorar, faz quatro meses que dona Bené "não o aceita mais como homem. Ela vira de costas e dorme". Faltou benícia a Malício, digo, malícia a Benício. Como não há uma Delegacia do Homem, nos moldes em que existe a Delegacia da Mulher, Benício resolveu ir até a Delegacia Metropolitana pedir ajuda porque Bené deu um tapa no rosto dele, enxotou da casa e o mandou para a casa da amante. E ele não foi. Quer dizer, ele nem tem amante (é o que alega). Nem roupas, nem documentos Benedita entregou ao companheiro. (Colaborou Edimara Fagundes)
18.7.04
Espectros? Objetos somem misteriosamente de centro espírita Um furto de outro mundo. Se não foi isso o que aconteceu, pelo menos foi esta a interpretação de alguns policiais na delegacia. Ouvi dizer que teve gente que nem queria registrar o boletim de ocorrência com medo dos espectros da Casa Espírita José dos Reis. O caso à primeira vista pode até parecer coisa de assombração, mas assombroso mesmo são os meliantes que não respeitam nem mesmo as religiões para praticarem furtos. Valéria Aparecida Marcondes (41) chegou à Casa Espírita às 20h45. É uma casa na avenida General Melo, no bairro Praeiro. O portão e a porta da frente estavam trancados, como de costume. O arrepio veio quando ela entrou no local e percebeu que uma das portas de dentro do salão estava sem o miolo da fechadura. Ao olhar com mais atenção, Valéria notou que objetos tinham sumido. Caixas de som, um ventilador de parede, uma mesa de som e um microfone haviam desaparecido. No lugar dos objetos havia velas, pétalas de rosa, incenso e um gato manco. (Brincadeira, essa última frase foi só pra dar um clima de mistério no ar). A dúvida de como os objetos haviam sumido começou a ser esclarecida quando Valéria deu uma volta pelas outras dependências do local. Espectros? Não, gatunos. Ela observou que havia também outras portas abertas. Quem entrou na casa conhecia o local e abriu os trincos de uma porta lateral. O problema, aí sim ainda é mistério, é que não havia nenhum sinal de arrombamento. O caso foi registrado na Delegacia Metropolitana, os objetos furtados não foram localizados e ninguém foi preso, pra variar.
15.7.04
Negócio arriscado Jovem levanta as mãos e abaixa as calças durante abordagem da PM O que parecia mais uma abordagem de rotina realizada por policiais militares transformou-se em dor de cabeça e motivo de chacota. O mais curioso é que a dor de cabeça, que geralmente acomete os abordados, desta vez foi dos policiais. A coisa fedeu, literalmente, pro lado deles. Os policiais estavam passando pela rua Macaó, no bairro Pedregal. Já era 3h10, hora de trabalhador estar dormindo, segundo os policiais, e de vigia estar acordado. No entanto, havia oito jovens reunidos no local. E eles não eram vigias. Resultado: meliantes em atitude suspeita. Revista de rotina! Até aqui tudo normal e este tipo de operação acontece a todo momento. O problema é que não havia apenas oito pessoas ali. Havia nove, mas os policiais não perceberam que o jovem V.M. (17) estava ali perto. O pior é que V.M. não estava muito sóbrio, como os próprios PMs constataram depois... Lava-jato Enquanto os oito estavam encostados em um muro, os policias checavam pelo rádio da viatura se havia algum mandado de prisão contra algum deles. Estavam todos limpos. O que estava para ficar suja era a própria viatura. Quem se encarregou do serviço foi V.M. Ele aproximou-se do carro da PM e sacou a arma, digo, abaixou as calças e sacou o... vocês sabem o que. Em seguida, o adolescente começou a fazer xixi na lataria da viatura. Pra completar a cena inusitada, V.M. ria descontroladamente enquanto regava o capô do carro. Um dos policiais aproximou-se, atônito, e ordenou que o engraçadinho parasse. V.M. não estava em condições de receber ordens. Tanto que ele se virou e quase acertou os PMs com a urinolina (alguém se lembra desse termo?!). A situação ficou mais constrangedora para os PMs porque os oito rapazes que ainda estavam encostados no muro nesse momento já estavam quase caindo no chão de tanto rir. Enquanto isso, V.M. exibia a genitália para as autoridades. Costumes O jovem mijão terminou a noite na Delegacia Metropolitana, autuado no artigo 31 - Crime contra os costumes. Tudo bem que todos têm o costume de dar aquela aliviada, mas não em carro da PM. Ao amanhecer, depois de ter curado a ressaca, V.M. foi liberado. Antes, ele teve que se explicar ao delegado. Os policiais, nada alegres com ele, cobravam uma explicação, mas o adolescente disse que não se lembrava de nada. Até que tentaram fazer com que ele se lembrasse, com uns safonões no pé da orelha, mas não adiantou. Ele nem sabia porque estava na delegacia. Agora, quem quer esquecer da história são os PMs azarados. (Colaborou Edimara Fagundes)
11.7.04
Peso pesado Ladrões usam metralhadora e fuzil para roubar bicicleta Parece história de pescador, mas não é. Tem gente achando que a vítima aumentou um pouco a história para não sair como covarde perante os ladrões. O fato é que o roubo aconteceu e foi registrado na delegacia. Rozeleno do Amaral Freitas (32) estava trabalhando em um barracão em construção em Várzea Grande, no distrito industrial. O sol, no horizonte. O relógio marcava 18h10. Escurecia na cidade quando dois homens invadiram o barracão. Os meliantes, segundo Rozeleno, estavam armados até os dentes. Metralhadora e fuzil AR-15. Não me perguntem como a vítima sabia que a tal arma era um fuzil AR-15... Nem o que dois ladrões com esse tipo de arma queriam em um barracão em construção! A vítima ouviu as palavras mágicas - mãos ao alto - e seguiu o roteiro previamente decorado dos filmes de bang-bang (ou do noticiário de TV). Rozeleno foi ameaçado de morte e obrigado a entregar tooodos os objetos de valor que estavam no barracão. E lá se foram uma caixa de ferramentas, R$ 10 e uma bicicleta roxa. Após o roubo, os ladrões fugiram discretamente em uma bicicleta roxa, segurando a tal metralhadora e o potente fuzil AR-15. Mas antes da fuga os periculosos bandidos ainda tentaram "apagar" Rozeleno. A vítima sabia demais. Sabia que podia ridicularizar os ladrões por terem entrado em um barracão em construção para roubar ferramentas e uma bicicleta. Por isto, atiraram contra Rozeleno. Nenhum tiro atingiu a vítima, que escapou ilesa para contar a história. (Colaborou Alline Marques)
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