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Esse blog foi criado para publicar notícias baseadas nos boletins de ocorrência registrados nas noites de Cuiabá (MT). Tudo com uma pitada de humor. .:Por onde ando:.
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Blog mantido por Marcy Monteiro Neto
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31.5.04
Piratas do Cuiabá Quadrilha usa canoa para assaltar pescadores Coisa de cinema! Cinema, trash, devemos admitir. Aqui não é o Caribe, mas também temos os nossos piratas. Eles agiram neste fim de semana no rio Cuiabá. E isso não é história de pescador! Domingo. Três da tarde. O sol ardia no rosto do pedreiro Renato Muniz Guerra (44), que nas horas vagas pesca no rio Cuiabá. Ele estava na localidade de Carrapicho, em Várzea Grande, quando avistou as canoas da perdição... Seis homens armados com facas e revólveres desembarcaram e renderam os pescadores. Nenhum dos ladrões usava tapa-olho nem perna-de-pau. Eles obrigaram Renato Guerra, que é da paz (horrível essa, hein), a entregar o relógio e documentos. Em seguida os piratas de meia tigela também assaltaram outras pessoas que estavam na margem do rio. O pescador-pedreiro contou à polícia que a esquadra inimiga veio do bairro Praeirinho, atravessou o rio e aportou em Carrapicho. Até agora ninguém foi preso.
23.5.04
Mais um post da série Vale a Pena Ler de Novo. 100 anos de perdão Ladrão audacioso rouba carteira de outro preso dentro de delegacia Um ladrãozinho audacioso causou furor, revolta e constrangimento dentro da Delegacia Metropolitana, em Cuiabá. O "corajoso" furtou a carteira de outro preso que estava detido na delegacia. Na madrugada do dia 1º de maio, Mauro Corrêa da Silva foi preso com um balde cheio de garrafas de refrigerante. Policiais o encontraram na rua carregando o refrigerante. "De quem é?". "É meu". "Onde conseguiu?". "É, quer dizer, tipo assim, pode ser que, entretanto, foi isso". Mauro foi preso porque não soube explicar onde arranjou o refrigerante que estava carregando. Na delegacia, ele ficou em uma cela para averiguação. Checaram o nome dele no banco de dados da polícia e não havia nenhuma queixa contra ele. Nenhuma passagem pela polícia. Ao fim da história, ele teria duas, em poucas horas. Hóspede do barulho O tempo passou, o dia amanheceu e ninguém prestou queixa sobre nenhum furto nem roubo de refrigerantes. Seis e meia da manhã. O carcereiro trouxe os "corrós": pessoas que passam as noites na delegacia por briga, bebedeira e para averiguação. Não são indiciados por nada, dormem na "suite de luxo", como costumam dizer os policiais, e são liberados ao amanhecer. Alguns são freqüentadores assíduos do "hotel". Os presos são chamados um a um para que sejam liberados. Eles assinam o auto de liberação, pegam os pertences e "somem da frente do delegado". Foi nesse processo que aconteceu o inusitado. Mauro foi chamado, assinou a liberação e aproveitou a distração de um escrivão para furtar a carteira de um preso que seria liberado em seguida. Mauro foi liberado e saiu rapidamente da delegacia. Corra que a polícia vem aí Minutos depois entrou o outro preso na sala e na hora de pegar a carteira o escrivão percebeu o que havia acontecido. "Corre atrás do corró que ele roubou a carteira" - foi a ordem dada aos policiais. Mauro foi localizado a algumas quadras da delegacia. No bolso dele estava a carteira furtada. De volta à delegacia, de onde ele nem deveria ter saído, Mauro foi "repreendido" e negava ter pego a carteira. "Num fui eu dotô". "Ah, não, e a carteira não estava no seu bolso?". Estava. "Ela foi parar sozinha aí?". "Não". Apesar de a carteira ter sido recuperada, os documentos do outro preso não foram encontrados no momento da prisão de Mauro. Mais uma diligência e Mauro mostrou aos policiais onde jogou os documentos: na rua, próximo à delegacia. O ladrão, que teve a audácia de furtar uma carteira dentro da delegacia, ao lado do delegado e na frente de policiais e escrivães, foi preso, agora em flagrante e não deve sair tão cedo da "suíte de luxo".
18.5.04
Fome Zero Ladrões furtam comida e bebida de peixaria em Cuiabá E vai rolar a festa na casa dos ladrões que furtaram uma peixaria em Cuiabá. Os bandidos aproveitaram que o estabelecimento havia fechado e puderam procurar o que havia de bom e do melhor... só não furtaram o "carro chefe" da peixaria: os peixes! Os ladrões entraram no restaurante e peixaria Só Pera na madrugada de segunda-feira. Eles deviam imaginar que o dinheiro do fim de semana estava todo guardado. Engano. Ao invadir o local, os presos nem quiseram saber do dinheiro. É que a fome apertou e eles trataram de procurar algo para "fazer uma boquinha". O restaurante Só Pera é famoso pelas peixadas que serve. Os ladrões deviam saber disso, mas só furtaram o acompanhamento para o prato principal. Eles levaram dois pacotes de arroz, duas facas e um facão. Para beber: um litro de uísque, três litros de vinho e 24 cervejas. O furto só foi percebido quando os proprietários chegaram para o trabalho na manhã de segunda. O garçom Adailson Rodrigues foi até a delegacia prestar queixa. Os ladrões bebuns não foram localizados. Ainda.
13.5.04
Plano infalível Policiais descobrem disfarce usado por ladrões para lavar dinheiro Ta explicado como as quadrilhas fazem para "lavar dinheiro" em Cuiabá. Pelo menos é isso que nos leva a imaginar se levarmos em conta o disfarce usado por um grupo de assaltantes que agiu essa madrugada na capital. Sesc Arsenal. O local, agradabilíssimo por sinal, é um centro de cultura. Todos os dias há shows, exposições, peças de teatro, assaltos... quer dizer, o assalto foi um caso isolado, segundo um gerente do local. E na hora do roubo não havia clientes. De madrugada, funcionários de uma lavanderia vão até o Sesc Arsenal para recolher os guardanapos e toalhas de mesa da choperia. Os ladrões, que deveriam freqüentar a casa como fregueses até altas horas já sabiam desse esquema. Foi com base nessa informação que os meliantes arquitetaram o plano. E eles até que foram espertos e criativos. Bastou um pouco de lábia e uma Kombi. Às 3h quatro ladrões disfarçados de funcionários de lavanderia chegaram ao Sesc. O vigia apareceu e logo foi informado que o grupo estava ali para recolher o "material" da lavanderia. O vigia mal podia imaginar que o material em vista seria outro. Ele olhou pra Kombi, olhou para os funcionários e abriu o portão. Segundos depois ele estava rendido e deitado no chão. Os ladrões passaram então para a segunda parte do plano: roubar o caixa eletrônico que existe no Sesc Arsenal. Quer dizer, existia. O problema é que os ladrões levaram o plano ao pé da letra. Eles, literalmente, arrancaram o caixa eletrônico do lugar. Quase o plano foi por água abaixo quando os verdadeiros funcionários da lavanderia chegaram. Resultado: mais vítimas rendidas e obrigadas a deitar no chão. O automóvel Fiorino da lavanderia foi usado, vejam só, para transportar o caixa eletrônico. Lavagem de dinheiro. Não há outra explicação. Ah, o carro foi localizado assim que o dia nasceu. O caixa eletrônico ainda não foi encontrado.
7.5.04
Farra no cemitério Casal é flagrado desenterrando morto para furtar jóias Era só o que faltava. Quer dizer, não falta mais. Agora nem os mortos estão livres de assalto. A prova disso é que está atrás das grades um casal preso em flagrante violando túmulos. Aqui é o seguinte: violou, tem que pagar!. Se bem que o casal imaginou que o ditado era diferente: violou, tem que furtar. Eu já acho que deveria ser: violou, tem que rezar... Madrugada no Cemitério Municipal de Várzea Grande, no Jardim Botafogo. Três e 30 da matina. Essa hora até as almas penadas estavam dormindo na cidade vizinha a Cuiabá. Naquele local, apenas um casal estava acordado. Sidcley Gomes (26) e Luceni Guimarães estavam suados, ofegantes, ao lado de uma sepultura. O que eles faziam nem os espectros iriam acreditar. Policiais caça-fantasmas estavam fazendo rondas pelo bairro e suspeitaram de um carro parado em frente ao cemitério. Não havia ninguém dentro. Como os moradores daquele endereço não possuem carro, os policiais perceberam que algo errado estava acontecendo e entraram no cemitério, deixando o medo de lado. Ao avistar a polícia, Sidcley tentou fugir, tropeçou nas lápides, desviou dos mausoléus, mas foi detido. Ele alegou que era "filho de santo" e que estaria realizando um "trabalho" no local. Logo os policiais perceberam que de santo Sidcley não tinha nada. No lugar onde o acusado foi flagrado havia um buraco. Eles encontraram também duas enxadas e uma pá. A esposa de Sidcley, a suposta "nora de santo" também foi detida. Os policiais constataram que o concreto do túmulo estava quebrado e pediram explicações ao casal. A resposta foi direta. O defunto em questão havia sido enterrado com muitas jóias e o casal, com problemas financeiros, teve a brilhante idéia de furta-las. Os dois foram levados para a Delegacia Regional de Várzea Grande antes de ter a certeza de que as jóias estavam a sete palmos do chão. Se havia jóias e se elas ainda permanecem lá... mistééério. (Colaborou Alline Marques)
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