Esse blog foi criado para publicar notícias baseadas nos boletins de ocorrência registrados nas noites de Cuiabá (MT). Tudo com uma pitada de humor.

30.9.03
 
Purpurinada!
Preso se traveste de mulher para fugir de presídio

Sim-ples-men-te um lu-xo! Um preso foi personagem de uma das tentativas de fuga mais hilárias da história do presído Pascoal Ramos, em Cuiabá. Maurício Domingos da Cruz(Credo), conhecido como Raposão, aproveitou o movimento no horário de visitas e tentou fugir do presídio vestido de mulher. O disfarce foi tão ridículo que ele ficou parecendo a Lacraia.

Maurício usou as roupas que uma mulher, Marilene Guilherme Ferreira (27), entregou a ele. Raposel, digo, Raposão, deixou o lado feminino dele falar mais alto e passou todo o horário de visitas se preparando. Pintou as unhas, vestiu um sutiã com enchimentos, colocou uma peruca preta, pintou os olhos e o beiço, vestiu uma blusa florida, calçou os saltos e pronto. Estava glamorosa. Raposete ficou tão cheia de si que saiu pelos corredores do presídio como se estivesse na passarela à espera dos flashes. E os fótógrafos vieram! Só que o objetivo era outro: estampar nas capas dos jornais a tentativa frustrada daquele preso, de alta periculosidade, vestido de mulher, parecendo um travesti.

Maurício só foi reconhecido prestes a passar pelo último portão do presídio. Um sargento desconfiou da movimentação de um grupo de mulheres que estava deixando o local e mandou que os guardas fechassem o portão do presídio. Em seguida, o sargento pediu que duas policiais revistassem as mulheres. Raposão nem esperou a revista e se entregou. Ele já havia passado pelos carcereiros, pelo portão do Raio 4 e chegou até o Corpo de Guarda sem que ninguém desconfiasse daquele rebolado desconjuntado.

A produção

Quando vão visitar os parentes no presídio, as visitas devem deixar um documento de identificação com os policiais. Na saída, as visitantes pegam de volta o documento. Raposão estava com a carteira de trabalho de Maria Auxiliadora de Oliveira (33). Ela disse que foi ao presídio para visitar o irmão Aluizio Marques de Oliveira e no momento da saída percebeu que o documento não estava com os policiais. Ela nega ter entregue o documento a Raposão e ele confirma a história, dizendo que pegou a carteira que estava dando sopa em cima da mesa.

Ô abre-alas

Segundo o preso, a roupa usada por ele foi entregue por Marilene Guilherme Ferreira (27). Outra mulher, Rodcleuma Aparecida Barros da Conceição (26), também é acusada de facilitação de fuga. Os carcereiros disseram que Rodcleuma fez um tumulto, o maior bafafá na hora da saída do Raio 4. Descontrolada, ela conseguiu distrair a atenção dos carcereiros, que nem notaram quando Raposão, furtivamente, passou pelo portão daquela ala.

O preso, que queria sair sem ser notado, foi visto por milhares de pessoas. Apareceu na televisão e nos jornais com os trajes escolhidos a dedo pela estilistas que tentou ajudá-lo na fuga. Irritado com a presença dos repórteres, Raposão foi obrigado pelos policiais a posar toda produzida. (Nofffa). O preso é acusado de assassinatos, latrocínio (roubo seguido de morte) e assaltos à mão armada.

28.9.03
 
Boa ação
Homem saca a arma para proteger garota e vai preso

Um senhor de 58 anos estava com a melhor das intenções ao sacar uma pistola dentro de um ônibus. O problema é que ele não tinha o documento para portar a arma. Resultado: foi em cana! Tudo isso aconteceu porque três rapazes resolveram perturbar uma garota que estava dentro do coletivo.

Faltavam 30 minutos para meia-noite e o ônibus do nosso boletim de ocorrência trafegava pelo bairro Pedregal, em Cuiabá. Cinco pessoas no ônibus estava prestes a se envolver em um caso inusitado: três jovens, uma garota e um senhor. Os três jovens começaram a se engraçar com a jovem, que não lhes deu bola. O tio só observava. Os três rapazes insistiram na cantada e, de acordo com testemunhas, chegaram até a molestar, encostar, passar a mão na garota. Foi aí que começou a esquentar, no mal sentido.

Austrogildo Hardman (é, esse é o nome dele mesmo), 58 anos, não gostou nem um pouco da atitude dos jovens e deu-lhes um puxão de orelhas, figurativamente, é claro. Os garotos não gostaram da intervenção e começaram a discutir com Austro. Grita daqui, discute de lá, blábláblá, nhem nhem nhem, até que um dos garotos dá um safanão, empurra Austrogildo... Irritado, Austro saca uma pistola. Não foi preciso falar nada. A pistola foi a senha para avisar os jovens de que o ponto deles chegara. Os três desceram no primeiro ponto em que o ônibus parou.

Tudo parecia esclarecido, mas assim que os jovens desceram passou um carro da polícia. Os garotos chamaram os policiais e, se passando por vítimas, denunciaram que havia um tiozinho armado dentro do ônibus. Perseguição. O ônibus pára. Revista geral e a arma é encontrada.

Austrogildo foi questionado sobre a procedência da arma e disse que comprou para defesa pessoal. Quer dizer, pessoal não, coletiva, já que estava protegendo até a garota no ônibus. O problema é que Austro não tinha o documento para portar a pistola, uma Walther PPK-L 765. E pra piorar a situação do tio, que queria apenas fazer uma boa ação, é que a pistola estava com a numeração raspada! Crime inafiançável. Não teve jeito.. foi levado para a Delegacia Metropolitana e indiciado por porte ilegal de arma de fogo.

21.9.03
 
Game over
Ladrões treinam assalto em videogame e depois partem para roubo real

Parecia tudo brincadeira, no começo. Depois, o virtual foi deixado de lado e a realidade foi difícil de encarar. Maurício Leandro de Lima (33), que oferece diversão na videolocadora dele, passou por momentos de nervosismo, em uma história que parecia ter saído dos filmes e games que ele aluga pra garotada.

Vinte e uma horas. Três homens entram na videolocadora Coquetel, localizada na avenida Fernando Corrêa da Costa, uma das mais movimentadas da capital. Os três supostos clientes sentam-se em frente aos aparelhos de videogame. A videolocadora oferece o serviço de locação de jogos e para os que preferirem, podem jogar no próprio local. Foi o que fizeram os três clientes, durante uma hora, dando tiros e armando estratégias contra inimigos. Mal sabia o dono da locadora, Maurício, que os inimigos estavam na frente dele.

Vinte e duas horas. Com a mira treinada, a adrenalina nas alturas e, principalmente, com o pouco movimento na videolocadora, os três supostos clientes sacam as armas. E não eram virtuais. Como em um jogo do qual são mestres, cada um foi para uma posição na locadora e cumpriram os papéis ensaiados durante a partida: um dá cobertura, o outro rende o funcionário enquanto o terceiro recolhe os objetos mais valiosos. Foi assim que Maurício viu-se trancado no banheiro, como em um enredo de Counter Strike, esperando ser resgatado.

Os ladrões roubaram 115 DVDs do videogame Playstation, 13 DVDs de filmes, 10 fitas de vídeo, dois videocassetes, documentos e R$ 80. Diferentemente da ficção, nesse jogo os mocinhos não chegaram a tempo e os bandidos fugiram tranqüilamente, como ocorre nas maioria das vezes na vida real.

16.9.03
 
Pênalti!
Mulher leva bala ao socorrer cunhado em briga de futebol

Era uma partida de futebol. O que começou em bola, terminou em bala... e em soco, chute, correria e pancadaria. O vale-tudo futebolístico aconteceu no estádio municipal do bairro Três Barras. Barra foi fugir a tempo.

Fábio Moraes Aguiar (22), que é policial militar lotado em Chapada dos Guimarães, arrumou o uniforme (não o da polícia, e sim do time dele), e aprumou pra pelada do fim de semana. Muita gente assistindo a partida e outras tantas querendo participar do Campeonato Pós-Almoço, com o sol a pino, escaldante. Não importa se o estádio tem grama, areia ou cascalho... os atletas amarram as chuteiras, estendem o meião e enfileiram-se para o apito incial.

A partida começa e o jogo segue na maior normalidade. É irrelevante citar o número de gols, de escanteios e de faltas. Importa é a confusão que se armou ao fim da pelada. Uma briga generalizada tomou conta do estádio. Empurra-empurra entre jogadores, socos e pontapés...

Fábio, que já tinha saído de campo, voltou para ajudar um companheiro na batalha. Entrou e levou um direto no nariz. Fratura na certa. A maca é chamada para retirar Fábio do campo, mas quem vem para auxiliá-lo é a cunhada dele, Eliana Angélica Seixas (20).

Fábio imaginou que a ajudante poderia se complicar no meio daquela pancadaria toda. Eles tentam sair juntos do campo mas um dos envolvidos na briga saca uma arma e começa a atirar. Um dos tiros acerta a perna direita de Eliana, que cai. Pênalti? Não, não era na área. Fábio, que deveria ter sido ajudado, agora é quem tem que socorrer a cunhada e retirá-la do tumulto.

Os dois são socorridos e levados ao Pronto Socorro Municipal de Cuiabá. Ela é atendida e o médico constata que a bala atingiu e fraturou o fêmur da heroína. Os dois sobrevivem, mas vão ficar um tempo de molho, sem jogar bola.

De acordo com testemunhas, o autor dos disparos é um jovem conhecido como Pequeno, que mora no bairro Parque Cuiabá. O caso foi registrado na Delegacia Metropolitana de Cuiabá.

12.9.03
 
Essa história é fantástica. Não costumo postar notícias não apuradas por mim, mas essa fiz questão de pegar os dados com colegas de trabalho e publicar aqui no P&O. Espero que gostem. - Marcy Monteiro

Crime muito organizado
Ladrões se vestem de frentistas e ficam com dinheiro de clientes

Impressionante o nível de capacitação dos assaltantes. Além de ter que aprender a atirar, negociar com reféns (e com os familiares deles), dirigir defensivamente (ou seria ofensivamente?) e em oratória, agora eles estão tendo que atuar. Uma quadrilha se vestiu de frentista de posto de combustível e atendeu os clientes por cerca de uma hora e meia. No final, ficaram com todo o dinheiro. O posto não estava abandonado não. Os verdadeiros funcionários estavam amarrados e trancados em uma sala.

O caso aconteceu terça-feira, às 22h, em um posto no bairro Boa Esperança, na capital. Os funcionários estavam trabalhando normalmente quando três homens e uma mulher chegaram em um automóvel. Os frentistas se posicionaram, como em um pit-stop, cada um em seu posto, para atender os clientes. Não foi preciso. Não houve abastecimento, troca de óleo, nem calibragem. Todos foram obrigados a erguer as mãos e caminhar em fila indiana para uma salinha nos fundos do posto.

Os ladrões trocaram as roupas e foram para o batente. Com os macacõezinhos de frentista ficaram de plantão por uma hora e meia à espera de clientes. E eles apareceram, um a um. Os ladrões até que sabiam lidar com a parafernalha do posto. Atenderam os clientes, mas embolsaram tudo o que lucraram. No final, encheram o tanque do carro em que estavam e fugiram.

8.9.03
 
Indigestão
Médicos são vítimas de assalto que começou em pizza

Era pra ser uma noite de confraternização e acabou com uma má digestão. Dois casais de médicos foram até uma pizzaria no bairro Quilombo, em Cuiabá, mas tiveram que terminar a noite na delegacia para prestar queixa de um assalto.

Dois médicos e duas fisioterapeutas estavam saboreando uma pizza na Pizzaria Hit, que por sinal é muito boa, mas foram surpreendidos por um ingrediente nada agradável: ladrões. Os quatro e os outros clientes do restaurante foram obrigados a entregar telefones celulares, dinheiro, documentos, cartões, talheres, guardanapos, etc. Na fuga, os assaltantes ainda levaram o carro de um dos clientes, mas abandonaram o veículo próximo à pizzaria.

Foram roubados Angelo Lobato Campos Tonussi (30), Rogéria Lobato Tonussi (28), Yulia Jacob Moraes (30) e o Eduardo Almeida de Souza (40). Da próxima vez, os casais devem optar por pedir a pizza em casa.

 
Vale tudo
Sem saber o que roubar, ladrões fogem com jarros decorativos

Qualquer coisa agora serve para roubar. Dois ladrões entraram em uma residência à procura de dinheiro. Não encontraram. Como segunda opção eles queriam.. er.. hum.. eles não sabiam o que levar. Pra não sair de mãos vazias, pegaram a primeira coisa que viram na frente: três jarros decorativos! Um tinha formato de galinha (o jarro, obviamente).

Alcindo José de Almeida estava tranqüilo na residência dele, no bairro Figueirinha, quando os ladrões entraram. Passava das 21h30 quando o roubo começou. Os assaltantes estavam armados com uma faca do tipo peixeira. Eles queriam dinheiro.

Procuraram nas gavetas, no armário, embaixo do tapete e até na geladeira... nada de dinheiro. Descontrolados, eles resolveram fugir com qualquer coisa. Viram uma galinha sobre a mesa e pegaram-na. Na verdade, um jarro em forma de galinha (?!). Viram também outros dois objetos de cerâmica que estavam ao lado da carijó e roubaram.

Os dois ladrões fugiram em disparada, mas foram presos minutos depois pela polícia. Os jarros foram recuperados, menos a tampa daquele da galinha. Foram presos Agaivo Santos das Dores (22) e Virgílio Angelo de Lima (27). Agaivo disse que estava bêbado e que não lembrava do roubo. Virgílio afirma que tem passagem por furto e roubo, mas nega que tenha pego os jarros.

5.9.03
 
Duplo azar
Ônibus é assaltado duas vezes no mesmo bairro na mesma noite

As pessoas costumam dizer que um raio não costuma cair duas vezes no mesmo lugar. Em relação aos assaltos, em Cuiabá essa regra não vale. Testemunha disso é o cobrador Marcos da Silva Albuquerque. Vamos aos fatos.

Marcos estava trabalhando em um ônibus da empresa Sol Bus, que faz a linha Parque Cuiabá/Santa Isabel. Parecia que seria um dia comum de trabalho. Ah, "dia comum" por aqui é dia com assalto. Ele estava errado. O dia seria incomum, não pela ausência de roubo, mas pelo excesso.

O ônibus estava trafegando pela avenida Agrícola Paes de Barros, no bairro Verdão, às 19h30, quando um homem armado rendeu o cobrador. Sem reagir e seguindo o roteiro, Marcos entregou o dinheiro do caixa ao ladrão. R$ 126 a menos no cofre da empresa.

Acostumados com a situação, cobrador, motorista e passageiros retomaram a viagem. A intenção era dar queixa do roubo após o expediente. Mal sabiam eles que economizariam tempo indo uma única vez à delegacia.

Um pouco mais tarde, às 22h30, o mesmo ônibus voltou ao bairro. Quando trafegava pela avenida São Sebastião, o ônibus parou para que dois passageiros entrassem. O raio caiu duas vezes no mesmo lugar. Eram ladrões.

Os assaltantes sacaram as armas, renderam todos no veículo e pegaram o que havia sobrado de dinheiro. Em seguida fugiram a pé. Restou ao cobrador e ao motorista encerrarem a viagem e rumaram para a Delegacia Metropolitana, onde foram registradas as ocorrências dos roubos.